Reclamações Públicas
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Dificuldade para Remarcar Consulta Cancelada
AMIL ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNACIONAL S.A.
Tinha consulta agendada com endocrinologista, mas a clínica ligou cancelando em cima da hora porque o médico teve um imprevisto. Disse que iriam me ligar para remarcar, mas já faz três semanas e nada. Ligo para a central de atendimento e eles dizem que não podem fazer nada, que tenho que aguardar a clínica entrar em contato. Ligo para a clínica e dizem que a responsabilidade é da operadora agendar. Estou no meio deste impasse sem solução. Preciso desta consulta para acompanhamento de tratamento que já estou fazendo. Não posso ficar sem orientação médica por tempo indefinido. Meu último retorno foi há quatro meses e já era para ter voltado. Estou muito insatisfeita com a falta de organização e com o descaso. Pago pontualmente meu plano e quando preciso, não consigo ser atendida adequadamente. Solicito que a operadora tome providências e consiga remarcar minha consulta com urgência, pois meu tratamento não pode ser interrompido.
Reembolso de Consulta não Foi Pago
SAUDE PETROBRAS FUNDACAO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL
Fiz uma consulta médica fora da rede credenciada há dois meses e solicitei reembolso conforme previsto no meu contrato. Entreguei todos os documentos necessários, mas até hoje não recebi o valor. Ligo para a operadora toda semana perguntando sobre o reembolso. A resposta sempre é que está em análise ou processamento, mas nunca dão uma previsão de quando vou receber. Precissei ir fora da rede porque não havia especialista disponível na rede credenciada da minha cidade no momento em que precisava. A própria central de atendimento sugeriu que eu fosse particular e pedisse reembolso depois. Paguei do meu bolso contando com o reembolso previsto em contrato. Já enviei todos os comprovantes, recibos e relatórios médicos solicitados. Não há nenhum documento pendente da minha parte. Solicito que procedam com o pagamento do reembolso o mais rápido possível, pois já se passou tempo demais e tenho direito a este ressarcimento.
Negativa de Exame de Ultrassom
ALLIANZ SAUDE S.A.
Meu médico solicitou ultrassom abdominal total para investigar dores que venho sentindo há algumas semanas. Apresentei o pedido médico na operadora, mas recebi negativa alegando que o exame não seria necessário neste momento. Estou preocupada porque as dores têm piorado e o médico foi claro ao dizer que o exame é importante para o diagnóstico correto. Tentei conversar pelo telefone da operadora, mas não obtive explicações convincentes sobre os motivos da recusa. Já sou beneficiária há mais de 3 anos, pago regularmente todas as mensalidades e nunca tive problemas anteriores. Não entendo o motivo desta negativa para um exame básico que faz parte da cobertura do meu plano. O médico reforçou que quanto mais rápido for feito o exame, melhor para definir o tratamento adequado. Essa demora está me deixando ansiosa e com medo de que possa ser algo mais sério. Solicito que a operadora reveja esta decisão e autorize o exame conforme prescrição médica, para que eu possa dar continuidade ao meu tratamento.
Plano não Cobre Exames Solicitados
SUL AMÉRICA SEGURADORA DE SAÚDE S.A.
Recebi pedido médico para fazer alguns exames de sangue de rotina e um eletrocardiograma. Ao tentar agendar, fui informada que meu plano não cobre estes procedimentos. Fiquei surpresa porque são exames básicos e comuns. Quando contratei o plano, me disseram que teria cobertura completa para consultas e exames. Agora descobri que há várias limitações que não me foram explicadas. Liguei para o serviço de atendimento ao cliente e pedi para verificarem a cobertura. Confirmaram que realmente estes exames não estariam incluídos no meu plano. Solicitei então a lista completa do que é coberto, mas não enviaram até agora. Estou pagando uma mensalidade que considero alta para um plano que não cobre nem exames básicos de rotina. Sinto que fui mal informada no momento da contratação sobre as reais coberturas do plano. Gostaria de entender melhor minha cobertura e, se necessário, solicitar mudança de plano ou adequação para ter acesso a estes procedimentos essenciais.
Autorização Negada para Fisioterapia
UNIMED JUIZ DE FORA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO
Meu médico prescreveu 20 sessões de fisioterapia para tratamento de problema na coluna. Entreguei todos os documentos solicitados pela operadora, mas recebi negativa alegando que não haveria indicação suficiente. Venho sofrendo com dores lombares há meses. Já fiz exames que comprovam a necessidade do tratamento fisioterápico. O médico foi muito claro ao explicar que sem a fisioterapia, meu quadro pode piorar e eu posso precisar até de cirurgia futuramente. Não compreendo como a operadora pode negar um tratamento que está claramente prescrito e fundamentado em exames médicos. Pago meu plano em dia e sempre cumpri com todas as exigências. As dores estão me impedindo de trabalhar normalmente. Tenho dificuldade para dirigir, carregar peso e até para dormir. A fisioterapia é essencial para minha recuperação e qualidade de vida. Peço que reconsideren esta decisão e autorizem o tratamento prescrito pelo meu médico, pois é questão de saúde e bem-estar.
Reembolso de Consulta não Foi Pago
BRADESCO SAÚDE S.A.
Fiz uma consulta médica fora da rede credenciada há dois meses e solicitei reembolso conforme previsto no meu contrato. Entreguei todos os documentos necessários, mas até hoje não recebi o valor. Ligo para a operadora toda semana perguntando sobre o reembolso. A resposta sempre é que está em análise ou processamento, mas nunca dão uma previsão de quando vou receber. Precissei ir fora da rede porque não havia especialista disponível na rede credenciada da minha cidade no momento em que precisava. A própria central de atendimento sugeriu que eu fosse particular e pedisse reembolso depois. Paguei do meu bolso contando com o reembolso previsto em contrato. Já enviei todos os comprovantes, recibos e relatórios médicos solicitados. Não há nenhum documento pendente da minha parte. Solicito que procedam com o pagamento do reembolso o mais rápido possível, pois já se passou tempo demais e tenho direito a este ressarcimento.
Demora para Agendar Consulta com Ortopedista
UNIMED SEGUROS SAÚDE S/A
Estou tentando agendar consulta com ortopedista há mais de dois meses e não consigo. Ligo para a central de atendimento e sempre dizem que não há disponibilidade na rede credenciada da minha região. Preciso desta consulta porque venho sentindo fortes dores no joelho que estão atrapalhando meu trabalho e atividades do dia a dia. Meu médico clínico indicou que procurasse um ortopedista para avaliação e possível tratamento. Tentei marcar em diferentes hospitais e clínicas da rede, mas a resposta é sempre a mesma: não há horários disponíveis. Quando pergunto quando poderei ser atendido, não sabem informar uma previsão. Já considerei ir particular e solicitar reembolso, mas tenho receio de não ser ressarcido. Pago meu plano mensalmente justamente para ter acesso aos serviços quando preciso, e esta situação está muito frustrante. Gostaria de uma solução para conseguir a consulta o mais breve possível, pois as dores estão piorando e prejudicando minha qualidade de vida.
Negativa de Cobertura para Cirurgia de Urgência
UNIMED NACIONAL
Venho por meio desta registrar minha insatisfação e indignação com a conduta da operadora em negar a cobertura de uma cirurgia de urgência que foi solicitada pelo meu médico. No dia 05 de março de 2026, dei entrada no hospital com fortes dores abdominais e após os exames necessários, foi diagnosticado que eu precisaria realizar uma cirurgia de vesícula biliar com caráter de urgência devido ao risco de complicações graves. O médico responsável pelo meu atendimento solicitou a autorização junto à operadora imediatamente, explicando a gravidade do quadro e a necessidade de intervenção cirúrgica urgente. Porém, para minha surpresa e desespero, a operadora negou a autorização alegando que o procedimento não estava coberto pelo meu plano, mesmo eu sendo beneficiária há mais de três anos e tendo pagado todas as mensalidades em dia sem qualquer atraso. Tentei contato telefônico com a central de atendimento diversas vezes, mas fui tratada com descaso e recebi informações contraditórias. Em um momento diziam que o procedimento precisava de análise prévia, em outro afirmavam que meu plano não cobria cirurgias de urgência, o que é totalmente absurdo e vai contra todas as normas da ANS que garantem cobertura para procedimentos de urgência e emergência desde o primeiro dia de vigência do contrato. Diante da negativa, minha família precisou arcar com os custos da cirurgia de forma particular, desembolsando o valor de R$ 18.500,00 para que eu pudesse realizar o procedimento com segurança e evitar complicações que poderiam colocar minha vida em risco. Além do prejuízo financeiro, passei por enorme sofrimento emocional e psicológico ao me sentir desamparada justamente no momento em que mais precisava do plano de saúde. Ressalto que mantenho meu plano de saúde regularmente em dia justamente para ter a segurança de contar com assistência médica quando necessário. Pago mensalmente um valor considerável esperando que, em situações de emergência como a que vivenciei, terei o suporte necessário. A atitude da operadora em negar cobertura para um procedimento de urgência é abusiva, ilegal e representa quebra de confiança com seus beneficiários. Diante do exposto, solicito formalmente o reembolso integral do valor gasto com a cirurgia realizada de forma particular, além de esclarecimentos sobre os critérios utilizados pela operadora para negar a cobertura de um procedimento de urgência previsto no rol da ANS. Espero que esta situação seja resolvida com brevidade e que medidas sejam tomadas para que outros beneficiários não passem pelo mesmo constrangimento e prejuízo que vivenciei.
Negativa de cirurgia bariátrica com indicação médica comprovada
UNIMED
Tenho 42 anos e luto contra a obesidade há mais de 15 anos. Já tentei inúmeras dietas, acompanhamento nutricional, atividade física e até tratamento psicológico. Meu IMC atual é 43 e desenvolvi diabetes tipo 2 e hipertensão arterial como consequências da obesidade. Meu endocrinologista, após anos de acompanhamento, me encaminhou para cirurgia bariátrica. Ele explicou que já esgotamos todas as possibilidades de tratamento clínico e que a cirurgia é agora a única alternativa eficaz para controlar meu peso e as doenças associadas. Protocolei o pedido na Unimed com toda a documentação exigida: laudos médicos de 2 anos de tratamento clínico sem sucesso, avaliações psicológica e nutricional, exames laboratoriais, eletrocardiograma, endoscopia digestiva e termo de consentimento assinado. A primeira negativa veio após 20 dias. O motivo alegado foi "documentação incompleta", mas não especificaram o que faltava. Meu médico revisou tudo e confirmou que estava completo. Reenviamos toda a documentação marcando em amarelo cada item exigido. Após mais 15 dias, segunda negativa. Desta vez alegaram que "não foi comprovado tempo suficiente de tratamento clínico prévio". Isso é mentira descarada - anexei relatórios de 3 anos de acompanhamento endocrinológico e nutricional. Solicitei parecer da auditoria médica explicando detalhadamente por que negaram. Recebi um documento genérico de meia página repetindo que "não foram atendidos os critérios". Não explicaram quais critérios nem apresentaram base técnica para a negativa. Meu médico está indignado. Ele escreveu uma carta detalhada para a operadora explicando que meu caso atende todos os critérios da Resolução CFM nº 2.131/2015 e do Rol da ANS. Destacou que continuar apenas com tratamento clínico está colocando minha vida em risco. Estou há 4 meses nesse processo desgastante. Pago R$ 1.850,00 mensais pelo plano individual e quando preciso de um procedimento coberto por lei, sou tratada como se estivesse pedindo um favor. Registrei reclamação na ANS, no PROCON e estou contratando advogado. A Unimed precisa autorizar essa cirurgia que pode salvar minha vida.
Demora de 6 meses para conseguir consulta com neurologista
PORTO SEGURO SAÚDE
Comecei a ter crises de enxaqueca severa em janeiro deste ano. As dores são tão fortes que me impedem de trabalhar e realizar atividades cotidianas. Meu clínico geral me encaminhou para um neurologista com caráter de urgência. Liguei para a central da Porto Seguro Saúde para agendar a consulta. Foram 35 minutos na linha até ser atendida. A atendente me informou que a primeira disponibilidade para neurologista era para daqui a 6 meses. Achei que era erro de sistema. Confirmei com a atendente: seis meses mesmo. Ela me explicou que é o tempo de espera "normal" para especialidades mais procuradas. Perguntei se havia algum neurologista com disponibilidade mais próxima, mesmo que em outra região da cidade. Resposta: não. Pedi para falar com a supervisora. Após mais 20 minutos de espera, fui atendida. Expliquei minha situação, mostrei que tinha encaminhamento médico com caráter de urgência. A resposta foi a mesma: 6 meses é o prazo disponível. Decidi ligar diretamente para alguns consultórios de neurologistas da rede credenciada. Em 7 ligações, 5 me informaram que não estão mais atendendo pela Porto Seguro porque a operadora atrasa pagamentos. Os outros 2 confirmaram que estão com agenda lotada para muitos meses à frente. Voltei a ligar para a operadora e relatei o que descobri. A atendente me disse que "não tem como confirmar essa informação" e manteve o agendamento para 6 meses. Solicitei lista atualizada de neurologistas da rede - até hoje não recebi. Sem alternativa, paguei uma consulta particular que custou R$ 650,00. O neurologista me receitou medicação controlada e solicitou uma ressonância magnética cerebral. Protocolei o pedido do exame na Porto Seguro e, adivinhem, está demorando mais de 30 dias para liberar. Pago mensalmente R$ 980,00 por um plano que não me dá acesso a médicos especialistas em tempo razoável. Já registrei reclamação na ANS e vou solicitar reembolso da consulta particular. A Porto Seguro está vendendo um serviço que não consegue entregar. Isso é propaganda enganosa e descumprimento de contrato.
Demora absurda na liberação de quimioterapia - Paciente oncológica
AMIL ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNACIONAL S.A.
Fui diagnosticada com câncer de mama em estágio 2 em agosto deste ano. Meu oncologista solicitou início imediato de quimioterapia neoadjuvante, que deve ser feita antes da cirurgia para reduzir o tumor. O protocolo médico é claro: não pode haver demora no início do tratamento. Sou beneficiária da Amil há 8 anos e sempre paguei religiosamente. O pedido de quimioterapia foi protocolado no dia 20 de agosto com toda a documentação: biópsia, laudo anatomopatológico, estadiamento, protocolo de tratamento e justificativa da urgência. Segundo a ANS, procedimentos oncológicos devem ser autorizados em até 3 dias úteis devido à urgência. Já se passaram 15 dias e não obtive nenhuma resposta da operadora. Ligo todos os dias e sempre me informam que "está em análise". Meu médico já me alertou: cada semana de atraso pode comprometer o tratamento. O tumor está crescendo e quanto mais tempo passar, menor a chance de sucesso da quimioterapia neoadjuvante. Estou desesperada vendo o tempo passar. Protocolei três ligações solicitando urgência no processo. Em uma delas, fui informada que "faltava um documento", mas ninguém soube me dizer qual documento. Meu médico confirmou que enviou tudo o que era necessário. Parece que estão criando obstáculos propositalmente. Consegui um atendimento na ouvidoria da Amil. A atendente foi educada, mas só repetiu que "o prazo ainda está dentro do previsto" e que "não há como acelerar a análise". Como assim não há como acelerar um caso de câncer? Minha família está em desespero. Estamos considerando pagar a quimioterapia particular, mas são R$ 28.000,00 por sessão e serão necessárias 6 sessões. É um valor que vai comprometer todas as nossas economias. Registrei reclamação formal na ANS e estou buscando advogado para entrar com ação judicial urgente. É desumano o que a Amil está fazendo. Não estou pedindo nada além do que já paguei por anos. Quero apenas o tratamento que pode salvar minha vida e que está sendo negado por burocracia injustificável.
Cancelamento unilateral do plano após uso de UTI
UNIMED DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO
Sou beneficiária de um plano individual da NotreDame Intermédica há 4 anos. Sempre paguei em dia, nunca atrasei uma parcela. Em maio deste ano, tive uma pneumonia grave que me levou à UTI, onde fiquei internada por 12 dias. O tratamento foi todo coberto pelo plano, não houve problemas na autorização ou na internação. Recebi alta em junho e estava me recuperando bem em casa. Achei que o pior tinha passado. Para minha surpresa, no dia 15 de julho recebi uma carta registrada da operadora comunicando o cancelamento do meu plano. A justificativa apresentada foi "inadimplência", mas isso é mentira - tenho todos os comprovantes de pagamento em dia. Entrei em contato imediatamente com a central. Após 40 minutos de espera, fui informada que na verdade não era inadimplência, mas sim "rescisão contratual conforme cláusula 18.3 do contrato". Pedi explicações sobre essa cláusula. A atendente me disse que a operadora tem o direito de cancelar planos individuais "em situações excepcionais de alto custo". Ou seja: usei o plano para uma emergência legítima e agora estou sendo punida por isso. Minha internação custou cerca de R$ 85.000,00. Consultei um advogado que me explicou: isso é ilegal. A operadora não pode cancelar o plano unilateralmente apenas porque o beneficiário usou os serviços, ainda mais em uma emergência médica. A rescisão só seria válida em caso de fraude ou inadimplência comprovada. Tentei negociar com a NotreDame por 3 semanas. Enviei cartas, e-mails, fiz diversas ligações. A resposta foi sempre a mesma: "a decisão está mantida". Ofereceram apenas a possibilidade de eu contratar um novo plano, obviamente com valores muito maiores. Fiquei sem plano de saúde justamente depois de uma internação grave, em um momento em que mais preciso de acompanhamento médico. Tenho 58 anos e conseguir outro plano individual com preço acessível é praticamente impossível. A NotreDame está me deixando em situação de total vulnerabilidade. Registrei reclamação na ANS e vou entrar na justiça para reverter esse cancelamento abusivo e ainda pleitear indenização por danos morais.
Recusa de atendimento em hospital da rede por "falta de vaga"
BRADESCO SAÚDE
Meu filho de 3 anos teve febre alta (39,5°C) que não baixava com medicação caseira. Por volta das 22h, decidi levá-lo ao pronto-socorro do Hospital São Lucas, que é credenciado pela Bradesco Saúde e fica a 10 minutos da minha casa. Ao chegar na recepção, apresentei a carteirinha do plano. A atendente verificou no sistema, confirmou que estava tudo ok com o plano, mas me informou que não havia vagas disponíveis no pronto-socorro infantil. Fiquei perplexa. Perguntei como um pronto-socorro pode não ter vaga para uma emergência pediátrica. A resposta foi que "todas as macas estavam ocupadas" e que eu deveria procurar outro hospital da rede. O segundo hospital mais próximo fica a 35 minutos de distância. Com meu filho febril e chorando, tive que dirigir até lá. Quando cheguei, a mesma história: "não temos vaga no momento, procure outro hospital". Liguei desesperada para a central da Bradesco Saúde. Foram mais de 50 minutos de espera até ser atendida. A atendente me passou a lista de hospitais da rede, mas não conseguia garantir que teria vaga em algum deles. Já eram 23h45 e meu filho cada vez pior. Decidi ir para um hospital particular não credenciado e pagar do meu bolsinho. Gastei R$ 1.800,00 no atendimento. O pediatra diagnosticou uma infecção bacteriana que precisava de antibiótico urgente. O médico ficou indignado quando contei o que aconteceu. Ele me explicou que pronto-socorro não pode recusar atendimento de emergência alegando "falta de vaga". Isso é irregular e coloca em risco a vida dos pacientes. Solicitei reembolso à Bradesco Saúde das despesas que tive. Eles negaram alegando que eu "escolhi" ir a um hospital fora da rede. Isso é um absurdo! Não escolhi nada, fui obrigada porque DOIS hospitais da rede se recusaram a atender meu filho. Registrei reclamação formal e vou exigir o reembolso completo. É inadmissível pagar um plano caro e não conseguir atendimento de emergência para uma criança.
Reajuste de 45% sem justificativa técnica - Plano coletivo empresarial
UNIMED DE BELO HORIZONTE COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO
Sou responsável pelo RH de uma empresa de médio porte com 120 funcionários. Há 5 anos mantemos contrato de plano de saúde coletivo empresarial com a Hapvida. Sempre pagamos em dia e nunca tivemos problemas graves com sinistralidade. Em setembro deste ano, recebemos um comunicado sobre o reajuste anual do plano. Para nossa surpresa, o índice aplicado foi de 45%, muito acima da inflação do período (4,8%) e muito acima também dos reajustes dos anos anteriores, que sempre ficaram entre 8% e 12%. Solicitamos imediatamente a memória de cálculo e justificativa técnica do reajuste, conforme é nosso direito. A Hapvida demorou 20 dias para enviar um documento genérico de apenas 2 páginas, que não detalha adequadamente os custos que justificariam um aumento tão expressivo. O documento menciona "aumento nos custos médico-hospitalares" e "sinistralidade do grupo", mas não apresenta números específicos da nossa empresa. Consultamos nosso corretor e descobrimos que nossa sinistralidade em 2023 foi de apenas 68%, abaixo da média do mercado. Fizemos cotações com outras operadoras e os valores ficaram 30% menores do que o proposto pela Hapvida após o reajuste. Isso comprova que o reajuste não tem fundamento técnico real, é apenas uma forma de aumentar a margem de lucro. Tentamos negociar com a operadora por 3 semanas. Participei pessoalmente de duas reuniões onde apresentamos dados concretos mostrando que nossa empresa não justifica esse reajuste. A resposta foi sempre a mesma: "é o índice aplicado para todos os grupos similares". O reajuste representa um aumento de R$ 97.000,00 anuais no custo total do plano. Para uma empresa de médio porte como a nossa, isso é um valor muito significativo e pode até inviabilizar a manutenção do benefício para os funcionários. Estamos considerando trocar de operadora, mas isso geraria transtorno para todos os funcionários que terão que mudar de médicos e refazer cadastros. A Hapvida está nos colocando contra a parede. Já registramos reclamação na ANS e vamos acionar o PROCON. Esse tipo de reajuste abusivo não pode ser aceito.
Negativa de home care para paciente pós-AVC com sequelas graves
AMIL ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL S.A.
Meu pai, 68 anos, é beneficiário da SulAmérica há 22 anos. Em março deste ano, sofreu um AVC isquêmico grave que o deixou com sequelas motoras significativas. Após 45 dias internado, recebeu alta hospitalar com recomendação médica expressa de home care. O neurologista, o fisioterapeuta e a equipe multidisciplinar que o acompanhou no hospital foram unânimes: ele precisa de atendimento domiciliar com fisioterapia diária, fonoaudiologia, enfermagem e acompanhamento médico regular. O estado dele não permite deslocamento constante para clínicas. Protocolamos o pedido de home care com toda a documentação: relatório médico completo, prescrição detalhada dos atendimentos necessários, exames, laudos e justificativa da impossibilidade de locomoção. O processo foi iniciado ainda durante a internação, em abril. A SulAmérica negou o pedido alegando que "o quadro clínico não se enquadra nos critérios para home care". Segundo eles, meu pai "tem condições de se deslocar para atendimentos ambulatoriais". Isso é uma mentira descarada - ele está em cadeira de rodas e tem dificuldade até para engolir. Entramos com recurso apresentando novo laudo médico reforçando a necessidade. O recurso foi negado novamente. A operadora insiste que ele deve ir até as clínicas da rede, mesmo com todas as limitações físicas documentadas. Tentamos contratar home care particular enquanto isso, mas o custo é de R$ 12.000,00 mensais, valor impossível para nossa família. Minha mãe está se desdobrando para cuidar dele sozinha em casa, mas não tem formação para isso e a recuperação dele está sendo prejudicada. Consultamos um advogado especializado que nos explicou: o home care é cobertura obrigatória quando há indicação médica e impossibilidade de locomoção, exatamente o caso do meu pai. A SulAmérica está negando um direito previsto no Rol da ANS. Registramos reclamação na ANS e estamos entrando na justiça para conseguir uma liminar. É revoltante pagar um plano caríssimo por mais de 20 anos e, no momento de maior necessidade, ser abandonado. A empresa está colocando lucro acima da vida de um paciente que precisa urgentemente de atendimento adequado.
Negativa de cirurgia de catarata após aprovação do oftalmologista
UNIMED
Sou beneficiária da Unimed há mais de 15 anos e nunca tive problemas até agora. Em junho deste ano, comecei a perceber uma diminuição significativa na minha visão, principalmente no olho direito. Procurei um oftalmologista da rede credenciada que, após exames detalhados, diagnosticou catarata em estágio avançado. O médico me explicou que a cirurgia era necessária e urgente, pois a catarata estava comprometendo seriamente minha qualidade de vida. Não consigo mais dirigir à noite, tenho dificuldade para ler e até para reconhecer rostos à distância. Meu trabalho como professora também está sendo prejudicado. O oftalmologista emitiu o pedido médico com toda a documentação necessária: relatório completo, exames de ultrassom, biometria ocular e justificativa clínica detalhada. Protocolei a solicitação na Unimed no dia 15 de julho, com toda a expectativa de uma aprovação rápida. Passaram-se 30 dias e recebi uma carta da operadora negando a cobertura. A justificativa foi absurda: alegaram que a cirurgia não seria "estritamente necessária" e sugeriram que eu aguardasse mais 6 meses para "observar a evolução do quadro". Isso vai completamente contra a orientação do meu médico. Entrei em contato com a central de atendimento por três vezes. Em todas as ocasiões, fui informada que a negativa foi baseada em "análise técnica" da auditoria médica, mas ninguém soube me explicar qual critério técnico foi usado. Solicitei o parecer completo da auditoria, mas até hoje não recebi. Consultei outro oftalmologista para ter uma segunda opinião e ele confirmou: a cirurgia é sim necessária e não deve ser adiada. Ele ficou surpreso com a negativa, pois a catarata está no Rol de Procedimentos da ANS como cobertura obrigatória, sem restrições absurdas como "aguardar evolução". Estou há 2 meses esperando uma solução. Minha visão continua piorando e isso está afetando minha vida profissional e pessoal. Já paguei mais de R$ 80.000,00 em mensalidades ao longo desses 15 anos e agora, quando preciso, sou deixada na mão. Registrei reclamação na ANS (protocolo #4523789) e estou buscando apoio jurídico. É inaceitável que uma cirurgia com indicação médica clara seja negada sem justificativa técnica adequada. A Unimed precisa rever essa decisão imediatamente, pois estou sendo privada de um tratamento essencial que já paguei por anos.