Recusa de atendimento em hospital da rede por "falta de vaga"
Operadora: BRADESCO SAÚDE
Local: Porto Alegre, RS
Protocolo: 2026428229929
Situação: Aguardando Resposta
Registrada em 11/01/2026
Meu filho de 3 anos teve febre alta (39,5°C) que não baixava com medicação caseira. Por volta das 22h, decidi levá-lo ao pronto-socorro do Hospital São Lucas, que é credenciado pela Bradesco Saúde e fica a 10 minutos da minha casa.
Ao chegar na recepção, apresentei a carteirinha do plano. A atendente verificou no sistema, confirmou que estava tudo ok com o plano, mas me informou que não havia vagas disponíveis no pronto-socorro infantil.
Fiquei perplexa. Perguntei como um pronto-socorro pode não ter vaga para uma emergência pediátrica. A resposta foi que "todas as macas estavam ocupadas" e que eu deveria procurar outro hospital da rede.
O segundo hospital mais próximo fica a 35 minutos de distância. Com meu filho febril e chorando, tive que dirigir até lá. Quando cheguei, a mesma história: "não temos vaga no momento, procure outro hospital".
Liguei desesperada para a central da Bradesco Saúde. Foram mais de 50 minutos de espera até ser atendida. A atendente me passou a lista de hospitais da rede, mas não conseguia garantir que teria vaga em algum deles.
Já eram 23h45 e meu filho cada vez pior. Decidi ir para um hospital particular não credenciado e pagar do meu bolsinho. Gastei R$ 1.800,00 no atendimento. O pediatra diagnosticou uma infecção bacteriana que precisava de antibiótico urgente.
O médico ficou indignado quando contei o que aconteceu. Ele me explicou que pronto-socorro não pode recusar atendimento de emergência alegando "falta de vaga". Isso é irregular e coloca em risco a vida dos pacientes.
Solicitei reembolso à Bradesco Saúde das despesas que tive. Eles negaram alegando que eu "escolhi" ir a um hospital fora da rede. Isso é um absurdo! Não escolhi nada, fui obrigada porque DOIS hospitais da rede se recusaram a atender meu filho. Registrei reclamação formal e vou exigir o reembolso completo. É inadmissível pagar um plano caro e não conseguir atendimento de emergência para uma criança.