Urgência ou emergência com carência de apenas 24 horas
Plano nega atendimento emergêncial para crianca com convulsao febril
Operadora: INTERMEDICA SISTEMA DE SAUDE S.A.
Local: Manaus, AM
Perfil do consumidor: Crianca 2 anos com convulsao febril
Publicado em 22/06/2026
Alice, 2 anos, filha de Priscila, vendedora em Manaus, e Thiago, segurança, comecou a ter febre alta que rápidamente evoluiu para convulsao. Os pais, desesperados ao ver a filha com os olhos revirados, corpo rigido e tremendo, ligaram para a emergência do plano contratado há 10 dias. A atendente informou que a carência de 180 dias para internação não havia sido cumprida e que não poderia autorizar atendimento na rede credenciada. Priscila gritava no telefone que a filha estava convulsionando, que era uma emergência de vida ou morte. A atendente, seguindo protocolo inadequado da operadora, sugeriu que procurassem a UPA pública mais próxima. O tempo de deslocamento até a UPA era de 40 minutos no transito de Manaus. O hospital credenciado do plano ficava a 5 minutos de casa. Thiago pegou a filha nos braços e correu para o hospital credenciado. Na recepcao, ao explicar a situação com a criança ainda apresentando movimentos convulsivos, o segurança do hospital tentou impedir a entrada alegando que sem autorização do plano não poderiam atender. Uma pediatra que ouviu os gritos no corredor correu para avaliar Alice e imediatamente a levou para a sala de emergência, administrando médicação anticonvulsivante. Alice ficou internada por 3 dias para investigação. A convulsao febril, embora frequente em crianças, pode indicar quadros graves como meningite, e a avaliação emergêncial e mandatoria. A operadora depois tentou cobrar R$ 12.000 dos pais. O caso de Alice e tragicamente comum: crianças em emergência cujos pais enfrentam barreiras burocraticas em momentos de desespero. A carência para emergência pediatrica e a mesma 24 horas, e o ECA determina que crianças tem atendimento prioritario absoluto em serviços de saúde, públicos ou privados.
Direitos do Consumidor
Emergencias pediatricas tem carência de 24 horas e proteção reforçada pelo ECA (prioridade absoluta). Hospitais tem obrigação legal de atender crianças em emergência independentemente de questoes de autorização ou carência (art. 11 ECA). A recusa de atendimento emergêncial a criança pode configurar crime (art. 228 ECA) além de responsabilidade civil. Os pais não podem ser cobrados por atendimento emergêncial coberto.
Perguntas Frequentes
Hospital pode recusar emergência de criança por carência do plano?
Jamais. O ECA determina atendimento prioritario absoluto a crianças e adolescentes. A recusa de emergência pediatrica pode configurar crime previsto no art. 228 do ECA, além de omissao de socorro.
Convulsao em criança e considerada emergência?
Sim. Convulsao em criança e emergência médica que exige avaliação imediata para descartar causas graves como meningite, encefalite ou lesoes cerebrais. O atendimento deve ser imediato.
Pais podem ser cobrados por emergência de criança negada por carência?
Nao. Se a carência de 24h para emergência já foi cumprida, o plano deve arcar com todos os custos. Cobrar os pais por atendimento que deveria ter sido coberto e prática abusiva.